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    R$ 2.500 ainda alugam apartamento em São Paulo. Quase sempre, de 36 m².

    3 min de leitura

    Acompanhamos 5.767 apartamentos para alugar na capital. Mais de um terço cabia em R$ 2.500. Na mediana, 36 m² e 1 quarto. No Itaim, quase nada.

    R$ 2.500 por mês ainda é o primeiro número que muita gente digita no filtro. A pergunta honesta não é se existe apartamento nesse valor — existe. É qual apartamento, em qual pedaço da cidade, e o que você abre mão quando o teto não sobe.

    Isto não é uma lista de “aluguel barato em SP”. É o que estava sendo pedido. Entre 29 de agosto e 8 de outubro de 2026, acompanhamos 5.767 apartamentos para alugar na capital, ainda ativos no dia 15. Desses, 2.105 pediam até R$ 2.500 — 36,5%.

    A mediana desse grupo tinha 36 m² e 1 quarto, a R$ 49/m². Não é o apartamento típico com desconto. É um apartamento menor, num pedaço mais barato da cidade. A mediana geral do recorte foi R$ 3.060 e 45 m².

    A Folha de 14 de outubro resumiu o FipeZAP de setembro: o aluguel residencial subiu 7,11% no país de janeiro a setembro, e São Paulo segue com o m² de locação mais caro entre as capitais acompanhadas, R$ 65,78. Na nossa base, a mediana na capital foi R$ 68/m². Métodos diferentes, patamar parecido. O teto de R$ 2.500 não sumiu. Só ficou menor perto da média da cidade.

    Dois quartos: o teto acha o quarto, não a metragem

    Havia 2.001 anúncios de 2 quartos, com aluguel mediano de R$ 2.800 e 55 m². Quase metade, 899, também ficava em até R$ 2.500 — mas com 44 m². Acima do teto, o 2 quartos mediano tinha 68 m².

    R$ 2.500 ainda acha um segundo quarto. Acha menos casa.

    O teto não está espalhado por igual

    Entre distritos com pelo menos 50 anúncios, a história muda de bairro a bairro.

    Parcela com aluguel pedido de até R$ 2.500 · até 8 out 2026

    Na Penha, 82% de 67 pediam até R$ 2.500; o aluguel mediano do distrito era R$ 1.800. Sacomã, 85% de 54. Vila Matilde, 76% de 62. No Itaim Bibi, o teto quase some: 3% de 620 anúncios, com mediana de R$ 5.950. Pinheiros, 7% de 281. Moema, 6% de 375.

    No 2 quartos, o corte fica mais seco. Dos 58 anúncios em Pinheiros, nenhum pedia até R$ 2.500. No Itaim, cerca de 1% de 153. Na Penha, 81% de 42.

    R$ 2.500 ainda alugam apartamento em São Paulo. No Itaim e em Pinheiros, quase não alugam o 2 quartos.

    O centro não é Itaim, e também não é Penha. Na República, 66% de 128 cabiam no teto; o apartamento mediano do distrito tinha 34 m². No Tatuapé, a mediana era R$ 2.600 e 46% de 164 pediam até R$ 2.500. Ali o teto é metade do mercado, não o mercado inteiro.

    4.103 anúncios vêm do QuintoAndar. A distância Penha–Itaim aparece dentro dessa base, não só na briga entre portais. Condomínio e IPTU, quando o portal lista à parte, não entram na conta.

    Se R$ 2.500 é o teto, o que muda a busca é tamanho e quartos, não só o bairro. Um alerta com esse teto e um mínimo de área ou de quartos tira o studio de 30 m² do caminho antes da visita.

    Como lemos os dados

    • Recorte: apartamentos para alugar na capital que entraram na base até 8 de outubro de 2026 e continuavam ativos em 15 de outubro. Preço pedido entre R$ 500 e R$ 40 mil, área entre 18 e 350 m². Ficaram 5.767 anúncios.
    • Até R$ 2.500: 2.105 anúncios (36,5%), mediana de 36 m². Dois quartos: 2.001 anúncios, 899 deles até R$ 2.500, com mediana de 44 m². Os 2 quartos acima do teto tinham mediana de 68 m².
    • O gráfico usa distritos com pelo menos 50 anúncios. A parcela é o share com aluguel pedido de até R$ 2.500, não um ranking de qualidade do bairro.
    • Fontes: QuintoAndar (4.103), VivaReal (814), OLX (812) e Chaves na Mão (38). O peso do QuintoAndar puxa a mediana da cidade. A comparação Penha–Itaim está dentro dessa mistura, não entre portais diferentes.
    • São aluguéis pedidos. Condomínio e IPTU, quando o portal mostra à parte, não foram somados. Não medimos a alta de 7,11% do FipeZAP: a nossa base começa em 29 de agosto.
    • Tiramos o pino genérico da cidade. A data guardada é a chegada ao Pousoraro, não a publicação original do anúncio.